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Archive for julho \24\UTC 2012

Você que veio das estrelas
 
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Você, que veio das estrelas e deu o grande mergulho no mundo de matéria.
 
Você, que veio das estrelas e, com o sacrifício de sua própria origem cósmica, se abrigou num invólucro de carne.
 
Você, que veio das estrelas e abandonou a realidade universal para habitar o mundo de ilusões.
 
Você, que veio das estrelas, e que agora sente-se estranhamente só, esqueça-se de tudo e entregue-se aos apelos de sua voz interna. Ouça o que ela tem para lhe dizer, que nada mais é tão importante, nem mesmo os compromissos com que o mundo tenta distrair sua visão cósmica.
 
Descobrirá que, na verdade, não está só, que são muitos os seus irmãos das estrelas que para cá também vieram para estender a mão e amparar com ombros fortes os passos da humanidade desta difícil época de transição.
 
Será fácil reconhecê-los, palavras não serão necessárias, e nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes.
 
Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias, pelo chamado de seus corações e pela profunda identificação com seus sentimentos.
 
Você, que veio das estrelas, sente agora no canto mais íntimo de sua alma, que chegou o momento de encontrar, na Terra, a sua família universal, que chegou o momento do reconhecimento, que chegou o momento da reunião de todas as forças para a realização da missão única de que todos se incumbiram, antes de aqui chegarem.
 
Abra seu coração, acorde sua consciência adormecida, apalpe seu ser interior, deixe que ele fale, acima de tudo, acima do mundo, acima de todos os conceitos que não lhe permitem existir em toda a sua potencialidade cósmica.
 
Você, que veio das estrelas, que é todo luz e é todo força, libere-se, que chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.
 
Você, que veio das estrelas, eterno viajante do espaço, compartilhando agora com tantos outros irmãos uma experiência tridimensional e difícil, não se deixe mais perder em momentos inúteis que lhe trazem apenas solidão, não se deixe mais seduzir pelas falsas luzes do asfalto, assuma sua personalidade cósmica, estenda seus braços e, num único abraço, envolva sua grande família, sua imensa família universal e todos juntos, com plena consciência da unidade de sua origem, cada qual com a sua parcela de colaboração, cumprirão com alegria e coragem o maravilhoso trabalho de conscientização da humanidade para este novo milênio! 
 
 
 

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Florindo em girassóis

A doçura daqueles olhos era para ela uma embriaguez leve e traiçoeira. Não restavam palavras que pudessem explicar aquela atração enigmática e faminta. Uma espécie de vontade incontrolável de vivenciar o inexprimível. E em meio aquela conversa banal ; como vai você, o que tem feito, faz tempo que não nos vemos, ela pensava : Gosto mesmo do subjetivo dos seus olhos.

De repente, o tempo passou a ser medido de acordo com a aproximação daquelas duas almas. Um século demorou para ele tocar suas mãos, cinqüenta e sete anos para ela retribuir aquele sorriso. Três segundos para que pudesse constatar o quanto ansiava por aquele encontro.

Não cabia dentro daquele invólucro mágico e pueril mais ninguém. Eram só os dois, estáticos, hipnotizados pela sintonia não dita. Estar com ele era como se pudesse ser transportada para um novo universo, familiar e acolhedor. Não existiam angústias ou inquietudes, ansiedade ou desespero. Esses sintomas todos, típicos da paixão. Fatalmente não poderia assumir nem para si mesma que estava apaixonada, mas sorria ao se lembrar daquelas tardes ensolaradas em que eles murmuravam segredos. Longe da vida burocrática, acadêmica, empresarial. Além das avenidas, viadutos, automóveis. Distante da monotonia do cotidiano e da mediocridade dos dias úteis, restavam dois seres que se  compreendendiam ao optar pela linguagem das estrelas.

Como se fosse possível naquela capital barrulhenta e concreta se fazer entender apenas com gestos, olhares. Como se naquele momento,  não existissem contas vencendo, filas nas caixas lotéricas, tráfego lento.  Envoltos na sensibilidade dos seus próprios íntimos, naquilo que há de mais essencial em cada pessoa, ingressavam um no outro como se pudessem ultrapassar os limites do que eram. Há quem diga que é aí que surge o pacto com o sagrado que existe em cada um de nós.  Uma experiência única e indescritível, impossível de ser vista a olho nu.

Descartavam palavras, rasgavam convenções. Esqueciam de suas diferenças gritantes. E já não importava se um residia na zona oeste e outro na zona sul. Dispensavam inseguranças, documentos, compromissos.  Naquele momento em que o mundo não era nada mais do que tímidos elogios confissionados em siêncio.

– Você é minha paz.

– E você… é minha essência.

Ele a atingiu tão fortemente que conseguiu penetrar no seu universo mais particular. E então, já não sabia mais como agir ao lado dele. Era como se agora estivesse completamente nua em todos os aspectos.

No entanto, a deliciosa cumplicidade banhava tudo de sentido. Como se tivesse sido ocupada por leves  epifanias luminosas. Seu peito agora era um jardim amplo e verde com pequenos girassóis brotando a todo instante.

Era aquilo que havia de mais belo dentro de si. E gostaria somente de entregar a ele,  girassol por girassol, no decorrer dos dias não contados. Queria embrulhar em papel de seda seus talentos, dons, suas canções preferidas e seus livros de cabeceira e oferecer em troca daquela tarde.

E naquele dia, pôde concluir que aquele amor nada mais era que o encontro com a sua essência mais secreta.  Ele era apenas  um curioso que escavava suas certezas em busca daquilo tudo que é deixado em sigilo.

E em agradecimento, coube a ela, apenas florir.

flores

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“Mi abuela tenía una teoría muy interesante, decía que si bien todos nacemos con una caja de cerillos en nuestro interior, no los podemos encender solos, necesitamos, como el experimento, oxígeno y la ayuda de una vela. Sólo que en esta caso el oxígeno tiene que provenir, por ejemplo, del aliento de la persona amada; la vela puede ser cualquier tipo de alimento, música, caricia, palabra o sonido que haga disparar el detonador y así encender uno de los cerillos. Por un momento sentiremos deslumbrados una intensa emoción. Se producirá en nuestro interior un agradable calor que irá desapareciendo poco a poco conforme pase el tiempo hasta que venga una nueva explosión a reavivarlo.

Cada persona tiene que descubrir cuáles son sus detonadores para poder vivir, pues la combustión que se produce al encenderse uno de ellos es lo que nutre de energía al alma. En otras palabras esta combustión es su alimento. Si uno no descubre a tiempo cuáles son sus propios detonadores, la caja de cerillos se humedece y ya nunca podremos encender un solo fósforo. Claro que también hay que poner mucho cuidado en ir encendiendo los cerillos uno por uno.

Porque si por una emoción muy fuerte se llegan a encender todos de un solo golpe producen un resplandor tan fuerte que ilumina mas allá de lo que podemos ver normalmente y entonces ante nuestros ojos aparece un túnel esplendoroso que nos muestra el camino que olvidamos al momento de nacer, llevándonos a la misma muerte.”

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Devaneios

Não se conclui nada. A vida não passa de hipóteses mal formuladas. O passado é sempre conforto pois não se movimenta mais. Íntegro e inerte.
E a espera é sempre por um entendimento que não há. Passamos anos firmando o que somos, para negar no encontro as certezas.

O outro é  reflexo da incompreensão. Dois universos quando colidem não querem nada além da inquietude proveniente da diferença. Nos unimos por mera curiosidade.

O solitário é tolo. Pois aguarda respostas, mas são as dúvidas que induzem o caminhar.

O relacionamento é sempre uma luta. Para deixarmos no outro aquilo que sabíamos de nós. O amor nada mais é que a descoberta da incompletude. A deliciosa descrença no ontem.

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Poética

A poesia tomou conta de mim
Desabotoou meu vestido
Corroeu minhas mágoas
Acariciou meus sentidos

A poesia se deitou em minha cama
Desarrumou os meus cabelos
Coloriu o meu rosto

A poesia não disse para o que veio
Nem disse se vai voltar
Ela apenas me enlaça, me caça, me quer

Talvez seja loucura minha
Ou pecado também
Ceder assim sem hesitar

Mas me contaram antigos sábios
que uma casa com poesia
é como o reino da paz 
arquitetado em versos.

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Morte e renascimento

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A efemeridade da vida escorre pelos dias não vividos.

Aprendemos a viver a eternidade. E ela é nosso consolo, afinal. Quando os tempos idos desejam durar um pouco mais. Tenho sintomas de juventude. Mas minha alma anseia por preciosidades que atravessam todas aquelas que já fui um dia. Caminho sorrateiramente por eras e espaços.Não compreendo a infinitude dos meus versos. No entanto, é neles que eu irei me imortalizar.

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