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Archive for junho \30\UTC 2012

Sábias superstições

Me deleito com o encanto juvenil das possibilidades.
Afinal de contas, o que é uma vida sem feitiços. 
Rejuveneço-me nessa ideia vã de me manter sempre menina. E traço linhas difusas no que chamo de realidade. 
Quero dias claros que inundem aquilo que as palavras não proclamam. E olhares que parecem romancear o que talvez nunca venha a ser publicado. Mas contento-me com esboços, rascunhos.. E basta que somente exista essa sintonia não dita, contemplada no encontro.
Com um sorriso digo que me iludo tanto. Mas é a ilusão que incita o sonho ainda não vivido. 
Sei que em mim apenas pulsa um coração sedento de emoções púberes. 
Não envelheço e ai de quem ousar me amargar. Gosto mesmo é de açucarar tudo. 
E se não há em mim o amor que enlaça minhas manhãs, nada vale. Sou um ser que vibra pelo que ainda existe na linguagem das estrelas, nessa minha vida que tem mais significados do que fatos. Mas que me acolhe quando acredito nessas magias do dia-a-dia. 

Não me acorde, deixe-me apenas, despertar. 

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As cartas que hei de ler

Em percursos incertos deixo ao destino a fatalidade das circunstâncias. A demora do carteiro não rouba de mim o florir das novidades. E creio que sua carta virá colorir um coração cansado de bater demais.
E imagino as palavras que não conseguirei decifrar, pois a tinta dissolveu-se na eternidade dos versos. Depois lerei emocionada sobre futuros verões repletos de notas desordenadas de violão. Sim, estarei aprendendo a tocar. Você também me contará sobre suas andanças pela vida e eu te sussurrarei algumas de minhas loucuras.

Imagino em nossa correspondência também algumas cartas extraviadas e seus caminhos sem volta.

Mas hoje a caixa do correio está vazia. E o remetente é o tempo.

Nunca imaginei em minhas promessas mais loucas que ingressaria na solidão como um ser faminto que precisa aguardar o banquete. E o estômago dói, às vezes. Mas a ilusão da chegada acalma a inquietude. E enquanto isso, resta compreender que a paciência é a entrega invertida.

Por isso, prefiro rosas a flores do campo. Ambas florescem no seu próprio tempo, mas  espinhos também tem sua história e charme.

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Clarice Lispector

Que medo alegre, o de te esperar

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Ao despertar das almas

Costuro lentamente essa espera. Bordo esperanças com alfinetes e sonhos. Nesses dias frios, melancólicos. Nem me pergunte, mas ando virando esquinas a procura de um olhar. E em meio a essa estranha intuição que me cerca, eu não sei mais se é consolo ou  garantia.  Só sei que há nessa possibilidade vaga de felicidade, uma entrega. E sem certezas, aguardo. Mesmo com uma voz sussurrando que você está para chegar.

E aí nem mais importa teu nome. Teu signo. Se eu sinto que conheço o doce do teu sorriso.  E reconheço em meio a tantas ruas difusas o trajeto de teus caminhos. E paciente aposento o corriqueiro desespero dessa minha alma inquieta e respeito o encontro. Pois sei. Que tudo que desejamos está também a nossa espera.

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Risos e nada mais

Essas cócegas que dão no canto da boca

Os olhos que emanam uma felicidade imediata

Agora

No desesperado impulso da alegria

Quem diria

Eu ria

Que esse instante pede um ato espalhafatoso

Divinamente maravilhoso

Em que a arcada dentária inteira se delicia

E se entrega sem vergonha

De um tímido sorriso minguante a gargalhada escandalosa

Imploro incessantemente

Que eu nunca perca esse meu jeito

De achar tudo gozado

E viver intensamente o impensado

Ato de sorrir.

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Eu vivo a sorrir

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