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	<title>Prefácio de uma mente</title>
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		<title>Das águas calmas</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 02:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desânimo ou quietude? A espera do amanhã para compensar o hoje. Talvez haja apenas o cuidado maternal com o agora para preservar o depois. Ando tendo dias assim. Nem alegres demais, nem de menos. Encontro-me em uma impensada vivência de águas mansas. E creio que elas me enobrecem. Chega de impulsos, chega dessa exigência visceral [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=320&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://fernandabienhachewski.files.wordpress.com/2012/01/img_6571.jpg?w=300" alt="" /></p>
<p>Desânimo ou quietude?<br />
A espera do amanhã para compensar o hoje. Talvez haja apenas o cuidado maternal com o agora para preservar o depois. Ando tendo dias assim. Nem alegres demais, nem de menos. Encontro-me em uma impensada vivência de águas mansas. E creio que elas me enobrecem. Chega de impulsos, chega dessa exigência visceral de fôlego. Hoje, meu mundo é o que é. Calmo e sereno. Parece-me que finalmente aprendi a ser só. E a solidão me envolve em seu leito e me basta, enfim. Tudo parece bastar pelo que é. E quando aperta demais, não hesito em convocar as boas companhias e me permitir ter tardes agradáveis. Ao lado de quem, imagino com um pouco de certeza, que entendem esse meu novo ser que está germinando em minha alma. Ouvi dizer que estou em uma fase de transição. Será que da mesma forma que as lagartas saem dos casulos, ou que os insetos abandonam as antigas vestimentas? Para evoluir, crescer, transcender? Ninguém sabe. Só sei que o hoje me deixa uma paz que me inquieta, às vezes. Será que foi retirada de mim a intensidade? Que algo em mim mudou e eu nem pude consentir com a mudança?<br />
Só sei que o amanhã será tranqüilo, e eu não abandonarei a oportunidade de uma boa conversa, nem de um gostoso jantar e muito menos de um abraço querido. Não, eu não desisti de embonecar-me, mesmo que fique dentro de mim pensando estar invisível e finjo não ouvir os olhos curiosos na rua.<br />
Será que o desejo se cumpriu? Há algum tempo recebi de presente um cristal com a promessa de me garantir a invisibilidade. Será que eu ainda o quero? E a minha vontade por noites calorosas de novidades? Cansei delas? Ou apenas estou tomando fôlego para um novo amanhecer inesperado cheio de raios de sol. Estranho-me, enfim. Serei eu este ser pacífico e calmo que diz estar fadigado de bobeiras banais? O que desejo para mim vem da concretude de certezas não muito floreadas. Eu quero finalmente conseguir fincar minhas raízes em minha própria existência. E nada de tempestades. Nada de alagamentos. Nada de tormentas.<br />
Quem sabe, estou tendo o que preciso e nem consigo perceber. O que me vem à mente são rios límpidos cheios de carpas. Elas nadam dentro de mim enquanto aguardo constatar o que serei. Aceito enfim, a dádiva do silêncio e da calma. Internamente quero compreender. Estou aqui, sentada em um quarto ao entardecer. Cuidando de mim. Como um animal que lambe as feridas do último inverno. Sei que novidades virão. Mas agora eu só desejo a mim mesma e mais nada.   </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/320/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=320&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quereres dos dias nublados</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 21:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São bonitas as folhas nas copas das árvores, quando olhadas assim da janela do apartamento. São bonitos os cabelos presos em coque, um pouco desarrumados. O dia está nublado. Nos últimos tempos minha vida anda um pouco nublada. Falta sol, falta calor, falta sempre algo. Às vezes, a esperança hesita em aparecer e os sentimentos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=315&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São bonitas as folhas nas copas das árvores, quando olhadas assim da janela do apartamento. São bonitos os cabelos presos em coque, um pouco desarrumados. O dia está nublado. Nos últimos tempos minha vida anda um pouco nublada. Falta sol, falta calor, falta sempre algo. Às vezes, a esperança hesita em aparecer e os sentimentos ficam dentro de mim, assim meio nublados. Nos tons de azul, cinza e branco. Sem tons amarelos e vermelhos de um pôr do sol bonito de verão. Eu gostaria de ter permanecido junto ao mar. Eu o queria pra mim. Às vezes, eu penso que só preciso de um refúgio.<br />
O meu eu anda cansado. Cansado de esperar, cansado de afirmações temporais do ego, cansado de todos esses amores impossíveis.<br />
Eu só queria alguém para compartilhar uma xícara de café. Eu só queria um café, pelo café em si. Não café e insegurança. Não café e remorso. Não café e não, não vou te amar.<br />
Minha alma anda ofuscada. Não me agradam mais os antigos afagos, não me alegram mais e a cachaça da noite anterior me enjoa.<br />
Pela primeira vez me sinto amargurada. Vou tomar um capuccino sozinha.<br />
Aqui venta demais e as portas batendo parecem me dizer que um dia haverá alguém para abrí-las.<br />
Eu quero novidades, quero aventuras. Quero uma noite de vinho e Frank Sinatra. E que eu esteja radiante, de preferência com as buchechas rosadas.<br />
Eu quero uma dose cavalar de esperança. E por favor, que saia o sol.</p>
<p><img src="http://i.olhares.com/data/big/37/372500.jpg" alt="" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/315/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=315&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Infância e Maturidade</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 20:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensei que naquela noite eu não queria sentir o gosto azedo do fracasso. Muito menos sentir que eu não fui boa o suficiente. Nem sentir que todo o meu esforço havia sido em vão. Eu sabia que não seria a melhor naquele momento, mesmo que estivesse depositado todas as minhas forças. Sentia que o mundo havia me engolido dentro de um túnel negro. Mal dava pra enxergar o que tinha deixado pra trás e muito menos o que estava por vir. Sentia-me tão só que minha vontade era apenas me sentar para poder abraçar minhas próprias pernas.. E dizer a mim mesma &#8221; Vai ficar tudo bem..&#8221;<br />
No entanto, tinha certeza do que eu era, sabia que estava em um processo progressivo de aprendizado. O erro também me levava a uma auto compreensão.<br />
Talvez a inocência passe, talvez um dia consigam me amargurar. Mas enquanto eu acariciava meus próprios braços, reparei nos meus pés rechonchudos e neles vi toda a minha essência de menina. Naquele momento, eu era uma menina sozinha e com medo do escuro, ou quem sabe do monstro que era crescer. E eu sabia que apesar de não ter sido a melhor eu ainda sim, tinha vontade de juntar toda a poeira de desgosto do chão, segurar com as mãos unidas e assoprá-la ao vento. Nesse instante, fechei os olhos e magicamente vi que pequenas faíscas de luz e purpurina dançavam em direção a lua.<br />
Há quem me diga que a esperança é tola. Que não se pode acreditar na magia e nem na sua própria pureza interior.<br />
Mas o porquê das coisas vai além do meu entendimento. Julgar não é compreender. Determinar não é aceitação. Tropeçar não é cair. O melhor não é o necessário. E tolos são aqueles que deixam de enxergar que também há purpurina na poeira dos fracassos e quem sabe ainda há bondade nos olhos daqueles que se propõe a sonhar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/310/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=310&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>JOÃOZINHO e MARIAZINHA &#8211; Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 14:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando teve consciência do que fazia, seus dedos já haviam apertado o botão do porteiro eletrônico. Não conhecia aquele prédio nem ninguém que morasse ali. Também não conhecia a rua e se acontecesse algo, como um policial perguntar o-que-fazia-ali-àquela-hora, não saberia responder. Sabia que era noite, que era domingo, e não estava sequer um pouco [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=308&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando teve consciência do que fazia, seus dedos já haviam apertado o botão do porteiro eletrônico. Não conhecia aquele prédio nem ninguém que morasse ali. Também não conhecia a rua e se acontecesse algo, como um policial perguntar o-que-fazia-ali-àquela-hora, não saberia responder. Sabia que era noite, que era domingo, e não estava sequer um pouco bêbado. Sabia também que não sentia nada especial, nem mesmo uma vaga vontade de aventura. Mas soube disso tudo muito tarde, pois seus dedos (uns dedos um tanto grossos e meio avermelhados que, vistos agora, pareciam estranhamente independentes) já haviam apertado o botão, e sua voz (uma voz também estranhamente independente, também grossa e como que avermelhada pelo frio) perguntava:</p>
<p>— A Maria está?</p>
<p>— É ela mesma — ouviu a voz feminina e sorridente saindo distorcida pelos orifícios do aparelho.</p>
<p>Foi só no elevador, apertando o botão do sétimo andar, que lhe ocorreu que não conhecia nenhuma Maria (conhecia muitas Marias, mas nenhuma em especial), que poderia não ter entrado, não ter aberto a porta do elevador, não ter apertado o botão. Mas novamente era muito tarde. O elevador subia, a fórmica amarela doendo um pouco nos olhos. Quando abriu a porta, uma réstia de luz no corredor orientou-o até o apartamento.</p>
<p>E, ainda então, poderia ter voltado. Da mesma forma que os dedos e a voz, agora eram suas pernas, independentes, carregando-o para a porta e para a mulher que o cumprimentava sorrindo:</p>
<p>— Boa noite — ele disse. E antes de poder conter-se: — Eu sou amigo do Paulo.</p>
<p>— Paulo? — (Mas ele também não conhecia nenhum Paulo, ou conhecia vários, como todo mundo, nenhum em especial.) — Claro, o Paulo.</p>
<p>E como vai ele?</p>
<p>A mulher se afastou para que entrasse. Havia um abajur aceso a um canto, um sofá de plástico avermelhado imitando couro, duas poltronas iguais, uma mesinha com cinzeiros e nenhum quadro nas paredes.</p>
<p>— Vai bem, vai muito bem. — A voz continuava dizendo coisas que ele não pretendia dizer. — Passou no exame, está muito contente. — Viu as cortinas um pouco encardidas e, além delas, o bloco de edifícios tapando a visão. Acrescentou: — Está até pensando em trocar o carro por um mais novo, deste ano.</p>
<p>— Que ótimo — a mulher sorriu novamente. — Não quer sentar?</p>
<p>Ele sentou numa das poltronas. O plástico frio. Agora controlava os gestos, cruzando as pernas devagar e olhando a mulher pela primeira vez.</p>
<p>Devia ter um pouco mais de trinta anos. Talvez seja uma espécie de puta de classe, pensou, acostumada a receber visitas a esta hora. Tirou com cuidado o maço de cigarros do bolso do casaco.</p>
<p>— Fuma?</p>
<p>Ela apanhou um cigarro. Ele remexeu nos bolsos à procura de fósforos. Não encontrou. Ela apanhou sorrindo (sorria muito) um enorme isqueiro de acrílico roxo transparente de cima da mesinha e acendeu os dois cigarros, primeiro o dele.</p>
<p>— Acho que é muito tarde — ele disse.</p>
<p>— Você tem horas?</p>
<p>— Não.</p>
<p>Ela tornou a sorrir, olhando os próprios pulsos.</p>
<p>— Eu também não. Faz uns cinco anos que deixei de usar.</p>
<p>Achava neurotizante demais, nunca conseguia ficar num lugar muito tempo, sempre querendo saber se era muito tarde.</p>
<p>Ele fez um movimento para a frente com o tronco, estendeu o braço para bater a cinza do cigarro. Ela se adiantou e empurrou o cinzeiro.</p>
<p>Depois sentou-se à frente dele.</p>
<p>— Agora peguei uma certa prática — continuou. — Esteja onde estiver, seja que hora for, sou sempre capaz de adivinhar. Quer ver?</p>
<p>Ele fez que sim com a cabeça, querendo achar divertido. Grave, ela fechou os olhos, fingindo concentração.</p>
<p>— Meia-noite e vinte.</p>
<p>— Pode ser — ele disse. — Não tem como confirmar?</p>
<p>— Só ligando o rádio.</p>
<p>Ele pensou que ela fosse levantar para apanhar o rádio (devia haver um, provavelmente de pilhas). Mas ela não se moveu.</p>
<p>— Eu tinha vontade de ter um daqueles rádios com relógio junto, você conhece?</p>
<p>Ele fez que não com a cabeça.</p>
<p>— É assim: você coloca o despertador para uma determinada hora e escolhe uma rádio. Aí, na hora que você escolheu, em vez de o despertador fazer trrrrrriiiiiimmmm!, o rádio liga automaticamente e começa a tocar música.</p>
<p>— Deve ser bom.</p>
<p>— É maravilhoso. Mas pode coincidir justamente com uma propaganda, aí não é tão bom assim. Mas acho que tem umas rádios que só tocam música, não é?</p>
<p>— Não sei. Nunca ouço rádio.</p>
<p>— Eu também não. Queria um desses — repetiu. — Mas é tão caro. Acho que é coisa importada. Japonesa, americana. Aqui não tem disso.</p>
<p>— Suspirou. — Bebe alguma coisa?</p>
<p>— O quê?</p>
<p>— Perguntei se você bebe alguma coisa.</p>
<p>— Pensei que você ainda estivesse falando do rádio.</p>
<p>— Não estou falando mais disso — ela tornou a sorrir, distraída.</p>
<p>— Agora estou falando de bebidas. Tenho conhaque, uísque e cachaça. Devia ter vinho, com esse frio. Você não acha que eu devia ter vinho?</p>
<p>— Não sei. Talvez.</p>
<p>— Pois é, mas não tenho. — De repente a voz soou meio seca.</p>
<p>— O que você prefere?</p>
<p>— Conhaque — ele disse. E ficou olhando enquanto ela se levantava para ir à cozinha. Tinha movimentos mansos, o cabelo escuro um pouco desalinhado, usava um vestido comprido, de uma fazenda que ele imaginou quente e macia. Olhou em volta, rápido, como se não quisesse ser apanhado de surpresa. Não havia quase nada para olhar. O sofá, as poltronas, a mesinha (tampo branco de fórmica, pernas de madeira), as cortinas, a porta para a cozinha, a porta para o corredor e a porta para dentro. Quando voltou a cabeça, ela estava novamente à sua frente, com os dois copos de conhaque. Ele bebeu.</p>
<p>— Está ótimo — disse.</p>
<p>— Esquenta um pouco, não é?</p>
<p>— Esquenta.</p>
<p>— Você está com frio? — Ele ia dizer que não, que já não estava, mas ela não prestou atenção. — Estava olhando pela janela antes de você chegar e imaginando o frio que deve estar lá fora. As ruas estão vazias, não estão?</p>
<p>— Estão.</p>
<p>— E deve haver uma pequena camada de gelo em cima dos automóveis estacionados, não é?</p>
<p>— Acho que sim, não prestei muita atenção.</p>
<p>— E quando a gente fala, deve sair uma fumacinha pela boca, assim, veja.</p>
<p>— Ela tragou o cigarro, depois o apagou e soprou a fumaça devagar, para cima.</p>
<p>— Só que lá fora é ar condensado, não fumaça. — Riu.</p>
<p>— Aprendi no colégio.</p>
<p>— É assim mesmo — ele concordou. E apagou o cigarro.</p>
<p>Ela parou de falar. Ou louca, ele pensou. Ou puta ou louca. Mas ela era discreta e mansa, os cabelos caindo em mechas desalinhadas sobre a testa, o rosto um pouco gasto, as sobrancelhas depiladas e arrumadas em arco. As unhas sem pintura, roídas — observou, enquanto ela levava novamente o copo à boca, depois tornava a sorrir, os dentes irregulares, mas claros e parecendo naturais. Moveu-se incômodo na poltrona. Se ela não dissesse nada no próximo momento, não saberia como agir. Ela pareceu adivinhar. Pousou o copo sobre a mesa e perguntou:</p>
<p>— Como é mesmo o seu nome?</p>
<p>— João — mentiu, a voz brotando antes de qualquer pensamento.</p>
<p>— É um nome simpático. Meio antigo, você não acha? Ninguém mais se chama João, hoje em dia. Os meninos costumam se chamar Marcelo, Alexandre, Fabiano, essas coisas. As meninas são Simone, Jacqueline, Vanessa. Leio sempre aquelas participações de ascimento no jornal, é o que mais gosto de ler.</p>
<p>Ele não disse nada.</p>
<p>— Há cada vez menos Marias — ela continuou. — E cada vez menos Joões e Paulos. Exceto nós, claro. Quer mais um conhaque?</p>
<p>Foi então que ele começou a sentir como um perigo rondando.</p>
<p>Ela avançara o busto em direção a ele. De repente teve certeza: ela também estava mentindo. Pensou em perguntar, mas a certeza foi tanta que não era preciso. Além disso, a desconfiança de que uma pergunta assim fizesse desabar — o quê? Levantou-se.</p>
<p>— Acho que vou andando. Ela não disse nada.</p>
<p>— É muito tarde.</p>
<p>Ela continuou sem dizer nada.</p>
<p>— Tenho que trabalhar amanhã cedo.</p>
<p>Ela ajeitou uma das mechas do cabelo. Ele encaminhou-se para a porta. Estendeu a mão para abrir. Mas ela foi mais rápida. Antes que ele pudesse completar o gesto ela estava do seu lado, e muito próxima. Tão próxima que sentiu contra o pescoço um bafo morno de cigarro e conhaque.</p>
<p>As costas de sua mão esquerda roçaram a fazenda do vestido comprido.</p>
<p>Quente, macia. Bastava menos que um gesto. Mas ela já abria a porta:</p>
<p>— Dizem que se o visitante abre ele mesmo a porta, não volta nunca mais.</p>
<p>Ele saiu. O corredor de mosaicos gelados.</p>
<p>— Volte quando quiser — ela sorriu.</p>
<p>Ele deu alguns passos em direção ao elevador. Ela continuava na porta. Antes de entrar no elevador ainda se voltou para encará-la mais uma vez. E não conseguiu conter-se.</p>
<p>— Não conheço nenhum Paulo — disse.</p>
<p>— Eu também não — ela sorriu. Ela sorria sempre. Ele apertou o botão do Térreo. Conseguiu segurar a porta um momento antes que se fechasse, para gritar:</p>
<p>— Eu não me chamo João.</p>
<p>— Eu também não me chamo Maria — julgou ouvir.</p>
<p>Mas não tinha certeza. Difícil separar a voz sorridente do barulho de ferros do elevador. Rangendo, puxando para baixo.</p>
<p>Na porta do edifício, tornou a apertar o botão do porteiro eletrônico:</p>
<p>— Escuta — perguntou —, você não tem um rádio-despertador?</p>
<p>— Claro que sim. Na minha cabeceira.</p>
<p>O riso chegou distorcido através dos pequenos orifícios do aparelho.</p>
<p>— E tenho também uma garrafa de vinho. Mas agora é muito tarde.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/308/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=308&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Primavera</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 20:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Se eu pudesse te dar agora a agonia desse instante perdido Eu te juro, quem sabe, te daria Se pudesse, se ele não fosse apénas meu, de minha autoria Se quem sabe&#8230; Eu poderia transferí-lo pra ti Seria mais fácil, amor Mas ele é meu Fruto do meu desgosto doído vindo de tua ausência Da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=300&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu pudesse te dar agora a agonia desse instante perdido<br />
Eu te juro, quem sabe, te daria<br />
Se pudesse, se ele não fosse apénas meu, de minha autoria</p>
<p>Se quem sabe&#8230; Eu poderia transferí-lo pra ti<br />
Seria mais fácil, amor<br />
Mas ele é meu<br />
Fruto do meu desgosto doído vindo de tua ausência<br />
Da tua opção medrosa</p>
<p>Mas poderia quem sabe um dia te dizer o quanto vivi e agora agonizante&#8230;<br />
Morre</p>
<p>E passa como instantes fugidos de uma felicidade incerta, doce, bela, florida<br />
Agora, acima de tudo, morta</p>
<p>Morta por ti, e por mim, literária, nobre<br />
Em um caderno amarelado, inesperado e como tudo em nós, primaveril</p>
<p>Depois da primavera vem a tristeza desunida de uma estação que dura pouco,<br />
mas que foi viva em meu jardim</p>
<p>Então, não lhe dou</p>
<p>Te semeio e te mato em flores</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/300/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=300&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O porquê de tudo</title>
		<link>http://fernandabienhachewski.wordpress.com/2011/12/02/o-porque-de-tudo/</link>
		<comments>http://fernandabienhachewski.wordpress.com/2011/12/02/o-porque-de-tudo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 20:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda e qualquer inspiração de uma noite chuvosa, dedico-te. Aprendi a vivenciá-lo em minhas palavras, em meus versos imprecisos de quem sente demais sem saber explicar. Às vezes, inundo-me de tantos porquês. Por que a paixão não pôde? Não foi? Não fora digna de ser devorada com gula? Resta em mim  apenas a vã ideia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=297&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda e qualquer inspiração de uma noite chuvosa, dedico-te.<br />
Aprendi a vivenciá-lo em minhas palavras, em meus versos imprecisos de quem sente demais sem saber explicar.</p>
<p>Às vezes, inundo-me de tantos porquês.</p>
<p>Por que a paixão não pôde?</p>
<p>Não foi?</p>
<p>Não fora digna de ser devorada com gula?</p>
<p>Resta em mim  apenas a vã ideia de que será passageira a sensação de ainda possuir um desejo pulsante. Resta a ausência em prol do esquecimento. E apenas dentro de mim está o olhar de quem cala por ter muito o que dizer, mesmo todo o corpo urrando de vontade, a razão se viu no direito de constatar simplesmente : Não.</p>
<p>Descobri então que os amores inacabados são eternos por sua inconclusão verbal. E que o desejo é muito claro em suas preferências : antes um talvez do que nunca mais. Antes o incerto do que a certeza de uma negação impensada. E como são tolos os seres que amam. Aqueles que ainda vêm na distância um resquício de saudade.</p>
<p>Na parede da minha memória coleciono postais que me lembram você. São pequenas ilustrações de noites de vinho, sintonias astrológicas, tardes nubladas na praia. Você sabe.. Aqueles momentos de quem se apaixona por sincronicidades sentimentais. E hoje, não sei aonde depositar minha fé. Se é na esperança primaveril de retorná-los ou na sabedoria do tempo em esquecê-los, ou melhor, abstraí-los.</p>
<p>Ainda se fosse possível somente congelá-los na alegria de tê-los vivido.</p>
<p>Mas o que diria o coração, agora repleto de uma ideia latente de amor?</p>
<p>Infelizmente o coração é atemporal e não acompanha o calendário, nem os relógios. E afinal, me deparo revivendo-o enquanto tudo me consola dizendo : foi.</p>
<p>Culpo enfim, meus sentimentos travessos que teimam em continuar me aprontando suspiros e sorrisos. Provenientes da simples e doce lembrança de uma xícara de café.</p>
<p>Quem sabe, isso seja comum em todo repentino desapego. Forçados por ambos, temido por mim.</p>
<p>Seres românticos demais para se permitir tamanha loucura de amar. Ou talvez, quem amou fui só eu, envolta em um sublime encanto floreado pelo medo da solidão.</p>
<p>E o que importa as futuras noites chuvosas para quem sente estranhamente a vontade de dizer : Adeus.</p>
<p>A minha vã esperança é somente concluir a magnitude de um encontro verdadeiro através de palavras tontas de quem precisa escrever. Aquela necessidade fria de confessar. A alforria da literatura do coração. Que eu possa me lembrar de você enquanto você ainda permanecer em mim. Que eu por um instante abandone os outros carinhos, as outras noites, outros abraços e só por um segundo permita-me questionar : Por quê?</p>
<p>Não são as respostas ou a falta delas que me faz estranhamente continuar a sorrir  com a alma repleta de sol, mas sim, a certeza de ainda continuar exalando a minha essência de menina apaixonada, por natureza.</p>
<p>E agora, já não me interessa mais o que houve. Entrego ao raiar do dia a incerteza de todo novo amanhecer.</p>
<p>A paz é saber gostar e saber o que sou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/297/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=297&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A todos os músicos</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 22:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Todo desejo é a sombra da possibilidade de uma felicidade. E por isso todo desejo é dúbio. Por aquilo que ele é e pela vontade do reflexo de ser aquilo que pensa ser. E portanto, é confuso e imaturo como a ânsia de concluir aquilo que nunca será mas que pensa cegamente que pode [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=292&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://fernandabienhachewski.files.wordpress.com/2011/11/os_musicos-75447.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-293" title="os_musicos-75447" src="http://fernandabienhachewski.files.wordpress.com/2011/11/os_musicos-75447.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<div id="id_4ec0459d6e0f46719027108">Todo desejo é a sombra da possibilidade de uma felicidade. E por isso todo desejo é dúbio. Por aquilo que ele é e pela vontade do reflexo de ser aquilo que pensa ser. E portanto, é confuso e imaturo como a ânsia de concluir aquilo que nunca será mas que pensa cegamente que pode ser. Sempre sonhando em demasia.<br />
Apesar disso, é doce e sereno. O desejo é apenas uma simples e inútil equação de duas forças indecifráveis de silêncios e sons. Contraindo-se lentamente no mesmo ritmo como a música latente de lembranças instrumentais.<br />
O silêncio de recostar-se na janela do ônibus em uma tarde ensolarada e devanear a respeito dos nossos próprios ritmos. E um dia, sentir que misturando-lhes, libertava-os em melodias.<br />
O sublime dos banjos de todos os chorinhos.<br />
Os solos de guitarra de todos os clássicos do rock.<br />
O amor é a leveza da Bossa Nova.<br />
É samba e dança.Quem não é musicista de seus próprios destinos perde a oportunidade de reger suas orquestras.</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/292/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=292&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um poema</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 22:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandabienhachewski.wordpress.com/?p=290</guid>
		<description><![CDATA[Vou fazer um poema incompleto E como dizer que completo é verdadeiro? Não, não é apenas um poema É falho, portanto quase humano Sendo humano, não se pode dizer que é um poema &#8230; Um poema qualquer Ele vem de uma inspiração vaga Que vai passar quando o relógio falar devagarinho : é noite E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=290&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou fazer um poema incompleto<br />
E como dizer que completo é verdadeiro?<br />
Não, não é apenas um poema<br />
É falho, portanto quase humano<br />
Sendo humano, não se pode dizer que é um poema<br />
&#8230; Um poema qualquer<br />
Ele vem de uma inspiração vaga<br />
Que vai passar quando o relógio falar devagarinho : é noite<br />
E assim ele será um poema sozinho<br />
Incompleto por falta de inspiração<br />
Mas por um momento ele é pleno<br />
E é agora, enquanto eu tento em vão explicar a ausência de sentido que há nesse poema<br />
E se for simplesmente reflexo de um relapso pensamento meu?<br />
Mas que tem força pra se fazer valer poema<br />
Mesmo sendo volátil<br />
mesmo passando..<br />
Um poema é sempre um poema.<br />
E é nele que eu deposito a esperança<br />
Quem vem dessa súbita vontade<br />
passageira<br />
De me sentir poeta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/290/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=290&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esotérico</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 22:32:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou um ser ávido por racionalidade. E quem me dera poder dizer que isso é isso porque é, nada mais. No entanto, criei imunidade a idéia de uma única realidade. Desde pequenina, quando de repente me transportava para outros deliciosos mundos fantásticos. Tem dias que eu sou fada, bruxa, maga, elemental e até natureza. Acredite ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=287&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um ser ávido por racionalidade. E quem me dera poder dizer que isso é isso porque é, nada mais. No entanto, criei imunidade a idéia de uma única realidade. Desde pequenina, quando de repente me transportava para outros deliciosos mundos fantásticos. Tem dias que eu sou fada, bruxa, maga, elemental e até natureza. Acredite ou não, às vezes eu sou guerreira, amante, mãe e anciã. Outras tantas e com bastante frequência sou lua. Semana passada eu até estava na fase minguante,e outro dia, me senti repleta de brilho, cheia.E tiveram noites que usei meu sorriso para estampar um céu escuro. </p>
<p>Creia ou não, tenho mil facetas e posso te dizer que nunca fui capaz de escolher nenhuma preferida.</p>
<p>Todos os dias eu vou acrescentando no disfarce do meu ser mais uma dúvida.</p>
<p>Eu só sei que preciso dessa multiplicidade,pois são os anticorpos que atuam em cada concretude dura que encontro nos meus caminhos.</p>
<p>Dentro de bosques mágicos cheios de seres mitológicos, poderosos e adoráveis que eu tenho me sentido, quem sabe, cada vez mais serena. Nos dias de chuva eu sou astróloga. À propósito, o Universo me deu uma dádiva perversa : ser viceral.</p>
<p>Sou uma cachoeira de emoções, uma canceriana dupla que ainda tem esperança em ser terra. Certa vez notei que estranhas raízes surgiam em meus pés, mas um mar de sentimentos fizeram com que eu me arrancasse. Acho que se um dia eu for planta preciso ser alga e viver dentro d&#8217;água.Porque sinto muita sede, sabe?</p>
<p>E é essa sede que destrói muitos de meus castelos. Em outras épocas são as enxurradas que maltratam meus reinos. E eu preciso sempre me mudar. Tenho a alma nômade.</p>
<p>E é por viver na fantasia é que eu às vezes me perco de mim e só me encontro quando conheço outro lugar pra morar. Lá, eu posso inventar o que é ser feliz e sou, sempre.</p>
<p>Algumas vezes eu conheço seres transitando entre as realidades e de imediato os reconheço. Eles têm o coração cheio de luz, como o meu. Alguns já roubaram meu brilho e partiram, outros me entregaram em um saquinho de veludo parte do seu. Já sofri e já me senti agradecida, por ambos. Afinal de contas, aprendi o que é partilhar nesse nosso mundo secreto. Na verdade, cada um interpreta como bem entender. Não só a realidade é infinita como as interpretações podem ser inúmeras. À aqueles que permanecem entrego sorridente a minha amizade e todo o meu amor. Sempre imaginei que um coração assim tão farto não poderia ser em vão.</p>
<p>Uma tarde dessas uma borboleta me contou sabiamente que quanto mais se tem mais devemos aprender a doar.</p>
<p>No fundo, eu penso que nunca vou amadurecer esse meu coração de menina. Deus me livre!</p>
<p>Mesmo quando eu me vejo em um mundo triste triste, cinza, chuvoso. Mesmo assim, eu posso respirar aliviada com a certeza de que ninguém nunca vai me amargurar, porque eu já sou agridoce e meu sabor é único.</p>
<p>Sou a quebra do meu próprio silêncio. Sou a fuga das minhas próprias verdades. Sou meu próprio caos, que cada vez faz mais sentido. Sou a explosão violeta da vontade de aprendizado.</p>
<p>E quanto mais eu olho os relógios dos mundos e vejo as horas e os minutos repetidos mais eu agradeço e sinto alegria de ter me entregado ao Universo.</p>
<p>Certa vez me disseram que eu vim para cuidar. Quem sabe eu posso ensinar aos homens de coração esquivo a serem mais amáveis.Quem sabe meus milhares de mundos são eternos, e eu nunca vou deixar de acreditar neles e nem deixarei de lado a força da magia da transmutação. Porque eu sei que os fatos são imediatos mas também sempre são passíveis de mudança. Se o rio dentro de mim transborda ele também seca. </p>
<p>O equilíbrio me trouxe a completude e enquanto meu coração tende pra tristeza eu já estou inventando uma outra felicidade novinha e açucarada. </p>
<p>Como num passe de mágica e &#8221; até que nem tanto esotérico assim&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=287&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Narcisismo sentimental</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 22:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandabienhachewski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mesmo com os anos derradeiros, a gente continua a bajular as mesmas bobagens. Como se o ego urrasse faminto, sedento de ínfimas sensações banais. Às vezes, a gente se engana só pra preencher lacunas, lacunas que nos são próprias. E aparentemente é tudo mero egoísmo. Sabe que com o tempo acabamos por superar essas pequenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=283&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo com os anos derradeiros, a gente continua a bajular as mesmas bobagens. Como se o ego urrasse faminto, sedento de ínfimas sensações banais. Às vezes, a gente se engana só pra preencher lacunas, lacunas que nos são próprias. E aparentemente é tudo mero egoísmo. Sabe que com o tempo acabamos por superar essas pequenas delícias, a olhar e compreender nossos próprios mimos. Existe gente que coleciona futilidades. Eu coleciono paixões. Fútil da minha parte, talvez. Na realidade, pouco importa o cativador quando se é cativante. A finalidade última é só a satisfação de fantasias púberes. Essa talvez seja a minha peculiar sindrome de Peter Pan. Nunca amargar um coração menino por natureza. Por mais que doa. A dor de um prazer volátil de quem opta por sentir demais. E compensa, no fim.</p>
<p>Só quero estar perto da próxima janela a se abrir e aguardar ansiosamente o futuro e promissor visitante. Que ele venha, mas com uma condição : ilumine-me a alma. Brilhe incandescente. Cegue a minha vã razão e depois se apague, para um novo amanhecer.</p>
<p><a href="http://fernandabienhachewski.files.wordpress.com/2011/08/narcisismo_03.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-284" title="narcisismo_03" src="http://fernandabienhachewski.files.wordpress.com/2011/08/narcisismo_03.jpg?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fernandabienhachewski.wordpress.com/283/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fernandabienhachewski.wordpress.com&amp;blog=5859682&amp;post=283&amp;subd=fernandabienhachewski&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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