13
nov
11

A todos os músicos

 

Todo desejo é a sombra da possibilidade de uma felicidade. E por isso todo desejo é dúbio. Por aquilo que ele é e pela vontade do reflexo de ser aquilo que pensa ser. E portanto, é confuso e imaturo como a ânsia de concluir aquilo que nunca será mas que pensa cegamente que pode ser. Sempre sonhando em demasia.
Apesar disso, é doce e sereno. O desejo é apenas uma simples e inútil equação de duas forças indecifráveis de silêncios e sons. Contraindo-se lentamente no mesmo ritmo como a música latente de lembranças instrumentais.
O silêncio de recostar-se na janela do ônibus em uma tarde ensolarada e devanear a respeito dos nossos próprios ritmos. E um dia, sentir que misturando-lhes, libertava-os em melodias.
O sublime dos banjos de todos os chorinhos.
Os solos de guitarra de todos os clássicos do rock.
O amor é a leveza da Bossa Nova.
É samba e dança.Quem não é musicista de seus próprios destinos perde a oportunidade de reger suas orquestras.


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